domingo, 14 de outubro de 2007

Cápitulo I

A cena no santuário anterior contrastava enormemente com o esplendor proibido da antecâmara. Milhares de pontos de luz, como pirilampos na noite, emergiam de lâmpadas cerâmicas de óleo ao redor de uma câmara escavada na rocha natural. Diante deles, a começar a entrada, havia fileiras de homens, alguns sentados com as pernas cruzadas em esteiras de palha, todos inclinados sobre escrivaninhas baixas. Passos, e o tremular das arvores da entrada anunciavam intrusos, os homens se levantaram e foram para a ante sala, que guarda o santuário, duas pessoas de vestes escuras e uma clara, sobem as escadarias de acesso, essa era a ultima chance de penetrar no mistério que os obcecava. Com um só levantar do bastão derrubam todos os guardiões e adentram o santuário. Na pressa deixam cair na sala um rolo de pergaminhos e canetas com um ruído que momentaneamente distrai os escribas de seu trabalho.

- Procuramos por Síaht, a legisladora.- disse o de veste escura e cabelo enrolado.

E ouviram por uma voz audível, pouco mais que um sussurro, que soava tão velha quanto os deuses. Da escuridão Norag inclinou-se para a frente, apenas o suficiente para que seu rosto pudesse ser percebido através de um oscilante feixe de luz. Ele parecia desincorporado uma esfera gigantesca na escuridão:
- A pureza é a primeira das virtudes. Se achas que derrubar os guardiões com um truque farsante já é o bastante, não tens coragem de ver Síaht.

Epilef, com um salto pega o pergaminho já encharcado do chão, e leva aos escribas, que começam rapidamente a ler, traduzindo o que estava no manuscrito para a linguagem ILICA. Era resgatado a primeira carta de .C.C.

Onurb - mestre do exército - com sua habilidade, prende rapidamente os três, ladrões do Tesouro - pergaminho da ilha. E são levados para o norte da Ilha onde são temporariamente tidos como um mundo perdido.
(continua...)
Garon Piceli